Influenciando de forma decisiva a vida do clube -, uma área de terra localizada na Vila Rosa. A nova sede, logo batizada de Estádio Santa Rosa - numa referência ao bairro que estava recebendo o Anilado -, abrigaria o Novo Hamburgo até os dias de hoje. Custou Cr$ 1.250,00, de acordo com o tesoureiro da época e hoje Patrono do clube, Reinaldo Reisswitz. Com a venda dos Taquarais, onde o Nóia permaneceria até quase metade da década de 50, o novo estádio foi pago e ganhou o muro que o cercaria. Sua capacidade era para 17 mil pessoas, e foi erguido pelo esforço comunitário, sendo inaugurado em 1953.
Uma grande mobilização comunitária foi realizada para que o Santa Rosa fosse inaugurado. As obras seguiram pelas décadas seguintes e, em 1976, foram inaugurados os refletores. Sem receber melhorias significativas por muitos anos, um colegiado de conselheiros que administrava o clube no final da década de 90, formado por pessoas da comunidade que cansaram de ver o ECNH ser jogado a própria sorte, realizou importantes melhorias no Santa Rosa em 1999 e em 2000, como a reformulação do gramado, vestiários e pavilhão social, entre outros. Tudo para deixar a casa novamente bonita e apresentável no ano que o ECNH garantiu sua volta ao convívio dos grandes do futebol gaúcho.
Comandado atualmente pelo Presidente Bruno Mário Campani Fehse, com Christian Thomas, Presidente do Conselho, foi após a excelente administração de Rosalvo Johann na presidência anilada que o Esporte Clube Novo Hamburgo tornou-se um dos poucos clubes do Rio Grande do Sul com as finanças saneadas e em dia. Muito em parte graças à decisão tomada em 2001 de vender o Estádio Santa Rosa para construir uma nova casa, uma nova morada no bairro Liberdade, inaugurando uma nova fase em sua história. Nada menos surpreendente para um grande clube que é, que deu a volta por cima e, hoje, novamente, colhe como louros não apenas as participações em certames nacionais, mas também títulos, como a conquista da Copa Emídio Perondi 2005.
A Celeste e o Nóia
O ano de 1961 também é marcante para o Esporte Clube Novo Hamburgo. Presidido por Oscar Sperb, o Novo Hamburgo bateu de frente com a Seleção do Uruguai, em duas brilhantes partidas. Com uma grande equipe, o anilado perdeu a primeira partida por 1x0 e, na segunda, empatou em 1x1, com gol de Raimundo para o anilado. O time base contava com Valdir; Alduíno, Beiço, Hélio e Itamar; Ica e Vevé; Miltinho, Mujica, Raimundo e Casquinha.
Garrincha com a Anilada
Garrincha, o lendário ponteiro-direito do futebol brasileiro e mundial, teve sua passagem pelo Esporte Clube Novo Hamburgo quando vestiu a camisa 7 anilada na noite de 2 de julho de 1969, na partida Internacional 3x1 ECNH, no Estádio Beira-Rio. Antes da partida, Garrincha fez um treino no Santa Rosa, quando conheceu um pouco do clube e o grupo de jogadores.